Better Call Saul e as semelhanças com a carreira do jovem advogado no Brasil

Better Call Saul estreou dia 08 de Fevereiro nos Estados Unidos com audiência recorde de quase 7 milhões de expectadores. No Brasil é possível acompanha-la com 1 dia de atraso através do sistema de Stream Netflix, causando repercussão extremamente positiva em todo mundo, inclusive em terras tupiniquins, com diversas reportagens em veículos respeitados como O Globo, Veja e Folha de São Paulo.

A série é um spin-off (derivado de uma outra série) da aclamada Breakin Bad e tem como enfoque principal o advogado de ética questionável Saul Goodman, apresentando o seu início de carreira na advocacia.

O curioso é notar como esta jornada de Saul parece ser baseada nas dificuldades dos novos advogados no Brasil:

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  • Ele atua pelo convênio com a Defensoria Pública e depois de defender 3 réus no Tribunal fica enfurecido com o valor pago pelo seu trabalho
  • Seu minúsculo escritório fica no depósito de um salão de beleza e não recebe nenhum cliente ou ligação
  • Quando finalmente recebe um contato de um cliente promissor agenda em local diverso (lanchonete), para que não verifiquem sua parca estrutura
  • Perde o futuro cliente para um escritório de renome e de maior tradição

Aparentemente a sombria realidade da advocacia brasileira, 3 maior nação em número de advogados no mundo, não está muito distante do vivenciado pelos colegas americanos, vice-campeões neste ranking.

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Em 2013 cerca de 20 universidades dos Estados Unidos foram processadas em ações conjuntas movidas por graduados em direito que não conseguiram emprego na área em que se formaram. Os ex-alunos argumentam que, após a conclusão da graduação, acabam trabalhando como garçons e vendedores, entre outras profissões, e que suas remunerações são insuficientes para pagar os financiamentos educacionais, que podem ultrapassar 100 mil dólares – cerca de R$ 200 mil.

Tais fatos servem como reflexão de que a advocacia está saturada não só no Brasil mas em outros importantes mercados mundiais.

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Neste diapasão o melhor é aumentar nossa carga de estudo, concluir novas especializações e focar em ramos menos explorados do Direito e, no intervalo de um curso e outro, assistir Better Call Saul e nos deliciarmos com as “ciladas” profissionais vivenciadas por Goodman, com aquele sentimento de alento:

“NÃO ESTAMOS SOZINHOS!”

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tiagosilva
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Pra você ver.. .e a gente pensa as vezes que nos outros lugares a realidade é diferente hehehhe.

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